domingo, 24 de janeiro de 2010

AS APARÊNCIAS E A VERDADE


Por: Dom Eugenio Sales - Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro



A sobrevivência de um povo como nação pressupõe o respeito á autoridade civil e á contribuição leal para o bem comum. Por outras palavras, é necessário: o cumprimento dos deveres, e não apenas a exigência dos direitos. O poder que vem de Deus para serviço aos irmãos e ás actividades dos cidadãos, conforme a ética, estabelecem os alicerces desse edifício.
Entretanto, algo mais se requer: um espírito que anime essa estrutura e a preserve da decomposição. Refiro-me a um carácter íntegro das pessoas no meio civil e também eclesial.


A actual aceleração do ritmo nas transformações sociais, políticas, económicas e culturais, gerou súbitas e profundas alterações no sistema de vida comunitária. Em consequência, há uma desfasagem entre os valores de ontem e os de hoje, acobertando-se muitos num clima de ambiguidade. A fuga a uma definição clara de posições, por trazerem problemas e dificuldades no relacionamento humano, leva a uma nefasta opção pela penumbra, o lusco-fusco. A luz cede lugar á sombra, ou, o que é mais grave, ás meias verdades. Estas multiplicam monstros, germes fatídicos que mutilam reputações e destroiem criaturas, mais facilmente que a própria mentira ou calúnia.
Matam, sem derramamento de sangue, num homicídio mais doloroso que o cometido por facínoras, no sentido habitual da expressão. Na origem dessa degenerescência há o medo, ele constitui o grande mal dos nossos dias, o que nos leva a alterar actitudes correctas diante da pressão da opinião pública. Sem discernir, aceita-se o que se propala, sem distinguir o falso do verdadeiro. A abdicação da autonomia pessoal possibilita a volta da tolerância, habitualmente manejada por uma minoria que a catalisa para os seus fins escusos.


Recordemos o Evangelho: "Seja o vosso 'sim', sim e o vosso 'não', não" (Mt 5,37). A objetividade dos julgamentos não pode ser relegada para um ponto inferior e os abusos e os erros assumem posições incompatíveis com a autenticidade na esfera civil e também eclesiástica. O posto do árbitro se converte em arbítrio.


As consequências são funestas.
A falta de sinceridade no tracto corrompe o sadio relacionamento social. Por exemplo: o natural desejo de saber as últimas notícias pode-se transformar em ânsia doentia, levando os fracos de carácter a revelar episódios sem um prévio exame da sua autenticidade. Gera um clima funesto que propicia dolorosas injustiças quanto ao direito sagrado que é a boa fama. Uma vez lançada a mentira, mais grave ainda se possui a parcela de veracidade, deforma-se a reputação do próximo e rouba-se um tesouro á respeitabilidade alheia. Por vezes, o dano é irreparável.


A um ladrão impõe-se uma penalidade; a esses larápios da fama alheia, mais prejudiciais que os primeiros, pouco se lhes dá como castigo de um verdadeiro crime. A opinião pública, formada subtilmente pela propagação de versões falsas, exerce, nos nossos dias e através da fácil comunicação das ideias, uma real e insuportável tirania. A imagem do outro fica á mercê de indivíduos que destroiem alguém enlameando-lhe a honra.
Uma mente doentia tenta saciar-se na procura de escândalos, na inútil tentativa de justificar as próprias mazelas. A busca de cargos ou o empenho em fazer vencer opiniões, facções ou correntes de pensamento tecem genuínas teias que envolvem os incautos. Estes se tornam, inconscientemente, fautores de males inumeráveis, incomensuráveis.


Essa situação indigna de um cristão ou simples homem de bem pode penetrar no santuário.


Por isso, o Concílio Vaticano II, no documento sobre o ministério e a vida dos sacerdotes, ao tratar da eficácia da sua missão no mundo, declara: "Para cumprirem tal meta, muito contribuem as qualidades que gozam de merecida estima na convivência humana, como sejam: bondade de coração, sinceridade, coragem e constância, o culto vigilante da justiça, a delicadeza e outras que o apóstolo São Paulo recomenda (Fl 4,8)". E inclui um trecho de São Policarpo (Comentário á epístola aos Filipenses, VI, 1): "E os presbíteros sejam inclinados á compaixão, misericordiosos para com todos, reconduzindo os extraviados, visitando todos os doentes, não esquecendo as viúvas, os órfãos e os pobres; mas solícitos sempre do bem junto de Deus e dos homens, abstendo-se de toda a ira, acepção de pessoas, juízos injustos, afastando para longe toda a avareza, não acreditando facilmente contra alguém, não demasiados severos nos juízos, conscientes de que todos somos devedores do pecado".


A honra e as demais virtudes que caracterizam um homem de bem constituem o esteio das instituições.
O apreço que se lhes deve é sinal da dignidade humana. Ao contrário, se não existem ou são desprezadas, enfraquecidas, inúmeros danos eclodem na comunidade, inclusive religiosa.


Jamais se constrói uma pátria digna desse nome ou se preserva a Igreja de muitas deficiências sem as virtudes humanas devidamente apreciadas. Esses hábitos são essenciais á harmonia e ao respeito mútuo, bem como ao relacionamento entre pessoas probas. Sobre esse patamar e somente nele se edifica uma vida cristã autêntica. Antes de alguém ingressar pelo batismo na instituição fundada pelo Senhor, o candidato é admitido no convívio temporal, isto é, nasce.


A formação correta de um redimido pelo sangue do Redentor inclui a dignidade pessoal.

Católicos ou não, tenhamos consciência de uma condição para vencer a decomposição social: ter um carácter bem formado.


Ser um homem honesto, não importa as consequências.
A verdade independentemente do número dos que a aceitam. Somente ela nos libertará: "A verdade vos libertará" (Jo 8,32).


Tirado: http://www.pastoralis.com.br/pastoralis/html/modules/smartsection/item.php?itemid=371

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O CAMINHO DO DEVER



A criança que, desde os mais tenros anos, for educada na honestidade e rectidão, cumprirá nobremente o seu destino quando se tornar homem, e atravessará a vida sem perigo de naufragar. (PLATÃO)


Conheces a história de Hércules, o maior herói das lendas gregas?
Foi um modelo de força e de bravura. Criancita ainda, sufocou duas serpentes que um inimigo, no malvado intuito de o fazer perecer, tinha-lhe colocado no berço. Mais tarde, matou a hidra de Lerna e o touro de Creta; venceu as amazonas; limpou as cavalariças de Ogias; apoderou-se dos pomos de ouro das Hespéridas ...


Ora um dia aconteceu encontrar-se na bifurcação de dois caminhos.
Qual deles seguiria?

Escola do caminho a seguir:


Era chegado a época da adolescência. Duas mulheres se lhe apresentaram, e uma delas, tomando a palavra, dirigiu-se-Ihe nestes termos:


_ «Vejo, Hércules, o teu embaraço por não saberes como conduzir-te na vida. Não te preocupes mais. Ségue-me e eu te levarei por um caminho agradável onde só conhecerás prazeres. As dificuldades desaparecerão por si mesmas. O teu único cuidado será comer e beber. Vem. conheço o caminho do prazer fácil."


_ «Como te chamas ?» - perguntou Hércules.


_ «Os amigos chamam-me Felicidade; os inimigos, Vício.»


Voltou-se por sua vez para ele a segunda mulher e disse-lhe:


_ «Não quero de modo nenhum fascinar-te com falsas miragens. Prefiro dizer-te a verdade em toda a sua rudeza simples. Os deuses, Hércules, não concedem a felicidade, sem luta. Por isso, se me seguires, o teu trabalho será penoso. Se quiseres que a Grécia te honre por uma vida virtuosa, esforça-te por colaborar com ela no bem geral. Se desejares que a terra te prodigalize riquezas, toma a charrua e trabalha. Se aspirares a que a vitória te sorria no campo da batalha, vai a casa dos heróis e exercita-te no manejo das armas. Se, finalmente, quiseres que os teus músculos sejam rijos como o aço, sujeita o corpo ao espírito, suporta o pesado fardo da existência e sofre.»


- «Repara, Hércules, - interrompeu o Vício - como é duro o caminho por onde esta mulher deseja levar-te, enquanto eu te conduzirei tão fàcilmente à felicidade!»....


- «Miserável- gritou a virtude - que felicidade podes tu dar? como te atreves a pronunciar sequer o nome de felicidade, se nada fazes para adquiri-Ia? Tu comes antes de ter fome e bebes antes de ter sede. No calor do estio reclamas neve. Queres descansar sem ter feito nada. Levas os teus sequazes ao amor ântes da idade prefixa pela natureza. Tu desonras a terra com a impudicícia do homem e da mulher. Habituas os teus partidários a praticar o mal durante a noite e a dormir durante o dia. Embora sejas imortal, os deuses evitam-te e os homens de bem desprezam-te. Teus jovens amigos arruínam o corpo e os mais velhos, a alma. Na juventude sacía-Ios de prazeres até os cansares de tédio para depois, quando atingirem a idade madura, os transformares em pobres vencidos da vida.


Quanto a mim, convivo com os deuses e com o melhor dos homens. Nenhuma acção digna se faz sem mim; por isso os deuses e os homens honram-me. Os artistas veneram-me como seu amparo e os pais de família constituem-me guarda dos seus lares. O pão e o vinho têm um sabor agradável na boca dos que me seguem, porque só comem quando têm fome e só bebem quando têm sede. O sono é-lhes mais suave do que ao preguiçoso, porque não lhe sacrificam nenhum dos seus deveres. Os amigos estimam-nos.; a Pátria honra-os. E, quando chega o momento derradeiro, não são lançados no esquecimento; a sua memória continua a viver. Hércules, descendente de uma raça ilustre, se agires assim, adquirirás uma glória imortal.»


Isto li eu na história de Hércules, no terceiro livro dos Memoráveis de Xenofonte. Contei-to, - meu filho, porque também tu te encontrarás em face de dois caminhos, segundo as palavras da Escritura: «Os desejos da carne são contrários aos do espírito» (Gal. V; 17). Também tu serás obrigado a optar por um deles.


Fonte: Tihamar Toth - Juventude Radiosa - Quadrante

Retirado de: http://razoavelcrer.blogspot.com/2009/06/o-caminho-do-dever.html

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

COMO FOI CRIADA A OBRA DE DON QUIXOTE DE LA MANCHA


Um ateu muito “sabichão” afirmava na presença de um sacerdote, que o mundo era obra do acaso.


O bom sacerdote perguntou-lhe: - “Você sabe como se compôs o Don Quixote de La Mancha? Vou contar-lhe... Um dia, Cervantes deixou sobre a sua mesa de trabalho uns papeis em branco. Sobre as folhas de papel passearam um grande rato e umas moscas, deixando-as salpicadas de uns pontinhos negros que você conhece de facto.


Quiz o acaso que os ditos pontinhos negros ficaram dispostos de tal forma que compuseram o primeiro capítulo da grande novela. Repetindo-se a operação das moscas, deu por resultado o segundo e terceiro capítulos do incomparável livro, e depois de algum tempo o tomo completo da célebre obra de Cervantes.


O ateu contestou: “Padre, não diga coisas tão absurdas!”


O sacerdote respondeu-lhe: “Se a sua inteligência admite que o mundo é obra do acaso, por que não há-de admitir que a história de Don Quixote também o é, e é bastante menos complexa que a criação inteira?”.


Retirado do blog: http://catolicidad-catolicidad.blogspot.com/2009/11/como-se-creo-la-obra-de-don-quijote-de.html

Tradução livre: Manuel Figueiredo

sábado, 14 de novembro de 2009

DEMÓSTENES E A SOMBRA DO BURRO


Defendia Demóstenes no Areópago de Atenas a causa de um pobre homem condenado á morte, e, vendo que os juizes não o atendiam, interrompeu o seu discurso com estas palavras: “Senhores, agora vou-vos contar a Vós. Um feito muito interessante”.

E começou a narrar como um homem alugou um burro para ir a Atenas. Puseram-se os dois a caminho de madrugada, mas pouco depois começou o sol a aquecer, de modo a que se queimavam. O bom homem apeou-se, e quiz-se pôr ao lado do burro para aproveitar a sua sombra. Mas o amo do burro, que se tinha adiantado, se opôs dizendo: “A sombra do burro pertence-me a mim; eu só te aluguei o burro, não a sua sombra”.

Cada um defendia que lhe pertencia a sombra com tal afinco, que das palavras passaram aos actos, pegando-se e ferindo-se. O assunto foi levado aos tribunais.

Quando Demóstenes chegou a este ponto, pegou no chapéu e fez o gesto de se ir embora, mas os Juizes que o estavam a olhar atentamente, lhe pediram que termina-se e disse-se a resolução dos tribunais.

Demóstenes, com tom de indignação, exclamou: “Ah, Senhores Juizes, não vos dá vergonha? Há pouco tempo tratava sobre a vida ou a morte de um homem, e dormitáveis; agora falo-vos sobre a sombra de um burro, e me escutais com a boca aberta”.

A quantos homens falais de temas importantes para a sua vida, a sua salvação eterna, a religião, o seu temperamento, e não fazem caso algum! Mas uma noticia de futebol, uma diversao oculta... lhes cativa enormemente a sua atenção.

Retirado de: http://catolicidad-catolicidad.blogspot.com/
Tradução livre: Manuel Figueiredo

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

DUAS IRMÃS LÚCIAS DE FÁTIMA?

Recentemente vi algumas imagens raras da visita da Irmã Lúcia de Fátima, que nasceu em 1907. Na primeira foto abaixo, à esquerda, quando ela visitava a Capelinha das Aparições em Fátima. Ela parece uma freira nos seus trintas e poucos anos, mas os arquivos de Fátima relatam a data da visita em 1946, assim sendo ela teria 39 anos de idade. Na segunda foto, ela está ao lado de uma estátua do Imaculado Coração de Maria, esculpida para a Capelinha das Aparições. Ela aparece nestas fotos usando ainda o hábito das Irmãs de Santa Doroteia, no máximo ela poderia ter 41 anos de idade. Ela deixou a Ordem em 1948 para tornar-se Carmelita no Convento de Coimbra, Portugal.

Nas proximas fotos, podemos ver a Irmã Lúcia nalguns traços de criança a Lúcia que foi favorecida com a visita da Mãe de Deus aos 10 anos em 1917.

A mesma face plana, o mesmo queixo, os mesmos lábios grossos, o mesmo nariz largo e olhos pequenos sob grossas sobrancelhas que formam uma linha recta que separa os olhos da testa. Um não tem dificuldade em acreditar que estas imagens da Irmã Lúcia são de facto, da mesma pessoa que a filha de Lúcia Santos.


Tendo recentemente analisado cuidadosamente estas fotos da Irmã Lúcia, eu fiquei realmente surpreso ao ver uma foto que representa a Irmã Lúcia publicada na edição de Março de 2006 Dentro do Vaticano. A legenda diz: "Aqui, uma foto rara dela como uma jovem freira."


Esta freira está vestida com um hábito carmelita, portanto, ela teria que ter no mínimo 41 anos de idade desde que a Irmã Lúcia no Carmelo só entrou em 1948 na idade de 41. A minhas perguntas para Dentro do Vaticano sobre a idade exata da Irmã Lúcia, nesta foto ainda não obteve uma resposta. Portanto, pode-se supor que ela está nos seus quarentas.


Ao fazer uma inspeção próxima desta fotografia,
no entanto, não encontrei as mesmas características da Irmã Lúcia que indiquei acima.


Eu convido os meus leitores a fazer uma comparação das fotos comigo. Por uma questão de precisão, permitam-me chamar a pessoa no conjunto de fotos antes da Irmã Lúcia I, e a pessoa que aparece à esquerda no interior do Vaticano e da irmã mais fotos de Lucy II.


No primeiro conjunto de imagens para ser comparado a seguir, as caras estão sérias. No conjunto seguinte mais abaixo, elas estão sorrindo.


O primeiro ponto que chama a atenção é a diferença de idade de ambas as pessoas. À esquerda em cima a Irmã Lúcia I que está numa idade que não pode ter mais de 41. À direita em cima é a Irmã Lúcia II, com uma idade que não pode ter menos de 41. No entanto, a pessoa do lado esquerdo parece muito mais velha do que a da direita. É difícil imaginar que, com poucos anos de diferença, face ao sofrimento sombrio da Irmã Doroteia à esquerda poderia ter mudado para o semblante alegre e positivo da jovem carmelita na direita.


Mas a idade não é o único ponto de discordância.


* Analisando as faces, pode-se ver que a Irmã Lúcia I tem um rosto oval, com as maçãs do rosto salientes e queixo côncavo; Irmã Lúcia II tem um rosto e mandíbula mais quadrado.


* Os lábios da Irmã Lúcia I são grossos e generosos; os lábios da Irmã Lúcia II são muito finos e apertados.


* Quando a Irmã Lúcia I sorri, abaixo à esquerda, pode-se ver que a boca tem a forma de um U com as pontas apontando para cima. Quando a Irmã Lúcia II sorri, as pontas dos lábios apontam para baixo na forma de uma cabeça para baixo U.


* O nariz da Irmã Lúcia I é amplo. O nariz da Irmã Lúcia II é mais longo e mais estreito, com uma curva de arredondamento que gira sob a sua ponta formando um lobo, como pode ser visto em cima, à direita.


* Irmã Lúcia I tem olhos pequenos, que normalmente estrabismo.
Muito pouco do branco dos olhos aparece. Irmã Lúcia II foi grande, olhos saltados, com uma boa quantidade de branco aparecendo.


* As sobrancelhas da Irmã Lúcia I são rectas e muito pesadas de um lado para o outro, unindo-se estreitamente no meio da testa. A Irmã Lúcia II tem sobrancelhas levemente arqueadas que taper off de largura nas extremidades. É claro que há um espaço grande sobre o seu nariz sem sobrancelhas.
Esta diferença notória entre as testas das duas pessoas é um pouco disfarçada pelo uso de óculos grandes.


Quando a Irmã Lúcia I sorri sua boca forma um U. Quando a Irmã Lúcia II sorri sua boca forma um U invertido

Estas são as características físicas que tanto quanto posso julgar, são diferentes nas duas pessoas.


O aparecimento de óculos na Irmã Lúcia II também levanta uma questão. Os óculos da Irmã Lúcia II parecem ter lentes grossas, o que fala de miopia. No entanto, a Irmã Lúcia I nunca apareceu com óculos até seus 40 anos. Vale a pena considerar que os casos mais graves de miopia aparecem antes dessa idade. Além disso, observa-se nas fotos do terra-a-terra, família de camponeses da Irmã Lúcia I, não há ninguém usando óculos. Não parece ser um problema que ocorre na família.


Pode-se considerar também as posturas e gestos das duas Lucias. Irmã Lúcia I que está num modo recolhido, com as mãos num gesto discreto. Sua postura e comportamento são bastante compostas, como mulher dignos de uma religiosa.

A pose da Irmã Lúcia II, como uma jovem freira é em muitos sentidos diferente. Ela descansa o rosto na sua mão como se estivesse numa sala de aula ouvindo uma palestra. O seu ar um tanto artificial chama a atenção. Os pulsos são deliberadamente mostrando, assim como um pequeno pedaço de cabelo na parte superior e lateral do hábito, mais de acordo com a forma de uma freira progressista, entrando em confronto com a extrema discrição da Irmã Lúcia I.


Os oculos da Irmã Lúcia II são muito modernos no estilo de uma freira da década de 1950. Pode-se certamente dizer que ela reflecte uma pessoa sensível aos apelos da moda.
Mais uma vez, uma atitude externa à Irmã Lúcia I.


Estas são as comparações que eu gostaria de oferecer aos meus leitores. A minha conclusão é simples: o rosto, os traços, os gestos, e o espírito das duas Irmãs Lucias são diferentes. Parece então, que estamos olhando para duas pessoas diferentes.


Se isso for verdade, teríamos sido enganados por alguma impostora que foi apresentada como uma autêntica testemunha das visões de Nossa Senhora.


Neste caso, surgem algumas questões hipotéticas. O que aconteceu com a verdadeira Irmã Lúcia? Quando foi feita a substituição? E o mais importante, porque foi essa troca necessária?


Talvez a pergunta clássica - Qui bono?
[Quem se beneficia?] - A resposta surge. A retirada da Irmã Lúcia I e a entrada da Irmã Lúcia II antes de 1960, o ano em que o segredo deveria ter sido revelado, evitaria o testemunho verdadeiro de dizer ao mundo o conteúdo completo do Terceiro Segredo. Isso só poderia ter sido a favor da ala progressista que está dominando a Igreja nos nossos dias.


Retirado do site: http://traditioninaction.org/HotTopics/g11htTwoSisterLucys_Horvat.htm

Tradução livre: Manuel Figueiredo


sábado, 10 de outubro de 2009

VISÃO DO INFERNO [4]


De Oliva uma vidente de Jesus da Misericórdia em Garagoa Colômbia


Vi que iam homens e mulheres de todas as idades, até crianças com as mãos cortadas, alguns sem dedos. E lhe perguntei: Quem são e porque vão para inferno? E disse-me: "São todos os aldrabões, os estafadores, os ladrões, os que não pagam as suas dividas, os que só se dedicaram ao trabalho, os avarentos, os que no seu coração só estava o deus dinheiro, os que nunca deram uma esmola ao pobre, nem ajudaram o mais pequeno dos seus irmãos. São todos aqueles que no final lhes terei que dizer, aparta-te de mim maldito, vai para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Pois tive fome e não me deram de comer, sede e não me deram de beber. Fui estrangeiro e não me alojaram, nu e não me vestiram, enfermo e na cadeia e não me visitaram. Ore, ore por eles, porque muitos estão vivos e podem ser salvos.
Vi homens e mulheres, que das suas bocas saíam sapos, e víboras. E estes, quem são? Perguntei. "São todos os que puderam ensinar a minha fé e a minha doutrina e não o fizeram. Mas sim, ensinaram coisas baseadas em teorias sem o poder comprovar. São os mestres, escritores, catequistas, sacerdotes e pais de família e todo o que possa ensinar a minha fé. E toda pessoa que destrua a fé crianças mais pequeninas. Eu lhes tenho escrito, ai daquele que ensine outra palavra, ai do que escandalize a um destes pequeninos, mais lhe valia amarrar-se uma pedra de moer ao pescoço e se atirasse-se ao mar. Reza, reza, porque para muitos deles ainda há salvação, porque para eles o castigo será tremendo. Ora, para que não cheguem a este lugar de castigo."

Vi famílias de pais e filhos golpeando-se, e filhos golpeando-se entre si. Das suas bocas saíram chamas de fogo. E eu perguntei: Porque vêem para aqui? E porque os atormenta o demónio? Porque lhes sai fogo? E disse-me: "São os pais que não souberam fazer-se amar e respeitar pelos seus filhos, insultavam-nos. São os filhos altivos e grosseiros com os seus pais." E perguntei: Por que vão eles ali? E disse-me:" No fim quando cada um se apresenta diante do juiz, se não foram bons filhos, vão dizer; maldito eu, que por não ter respeitado e amado os meus pais! E por essa maldição vão ao inferno. Ou dirão, maldito por não obedecer e seguir a fé católica. Ou ao contrário, vão dizer, malditos os meus pais, porque não me ensinaram a respeitá-los e a amá-los. Por essa maldição os pais vão ao inferno.

Ao contrario os pais devem respeitar e dar amor aos seus filhos. Jamais com insultos. "Reza, Reza, porque alguns podem se salvar"

Vi que nessas casas, onde o pai e a mãe, insulta os seus filhos, os demónios saem das suas bocas como larvas, ou serpentes que se arrastam. E pouco a pouco vão e metem-se ao outro filho, ou ao marido que está longe. Vi que a única maneira para acabar esses demónios nessas casas, e rezar e especialmente o Santo Rosário.

Vi gente de todos os tipos e idades que desperdiçavam dinheiro, e à volta deles, muita gente morrendo de fome.

E estes quem são e porque vão para o inferno? E disse-me:" São todos os que desperdiçam o dinheiro em coisas que não serve, são os que compram coisas que não são necessárias, são os que fazem festas para os seus gostos e convidam unicamente e interesseiramente àqueles que lhes podem dar alguma coisa em troca, levam-lhes alguma coisa, ou os convidam para outras festas. São todos os que desperdiçaram, comprando demasiadas coisas e as deixam estragar nos seus refrigeradores, em lugar de oferecê-las. Nunca fazem nada de obras de misericórdia, só pensam neles mesmos, enquanto ao seu redor, e no mundo, muitos morrem de fome. Reze, reze, por eles para que se convertam, e não vão para o lugar de castigo".

Vi jovens que levavam aparelhos nos seus ouvidos, não perguntei que aparelhos, porque não os conheço, ligados a uma radio, caminhavam como sonâmbulos. Por esses aparelhos entravam-lhes escorpiões, sapos e morte. E perguntei Quem são? E disse-me: "São todos aqueles que escutam música satânica, rock, a música metálica e se converteram em adoradores do diabo que os levam à sua própria morte e lhes fazem perder o sentido da vida, são todos os que entram no culto satânico, discotecas ou nas suas casas, se encerram ouvindo a alto volume essa maldita música, para eles a vida não tem sentido, nem estudar nem nada. Tornam-se preguiçosos e rebeldes. Pobre juventude vai para a perdição, já não há inocência nos maiores de 4 anos. A maldita televisão e a música tem-nos pervertido, e o seu coração cego afastado de mim. Reza, reza para, que eu possa resgatá-los, pois viajam como moscas ao morteiro. Reza, reza, reza para que abandonem tudo, e não cheguem ao lugar de castigo eleito por eles".